Portadores de necessidades especiais
Lembremos que o desafio psicanalítico foi, desde o início, propiciar a escuta das diferenças e contribuir para que o sujeito possa encontrar seu bem estar dentro delas.
Trabalhar com o portador de necessidades especiais exige a disponibilidade interna e externa do profissional que atua junto ao indivíduo portador de necessidades especiais.
Os objetivos principais desta intervenção é seu caráter preventivo, gradativo, promovendo também a Inclusão, sua representação simbólica em nós seres humanos; através da sensibilização, conscientização e informação sobre inclusão no meio social.
As reações de pessoas que lidam com deficientes, são uma mistura de preocupação solidária, envolvimento piedoso e culpa social. Essa culpa deriva de nossa frustração por não sermos capazes de curar a deficiência mental, e fazer com que esses indivíduos aprendam tudo o que nos propomos a ensinar-lhes ou que suas famílias esperam de nós.
Por não entender ou não querer encarar de frente essa questão, muitos profissionais de gabarito acabam “se cansando” de trabalhar com o deficiente, e vão procurar outras áreas onde o retorno é mais imediato.
Acredito que a saída para esse impasse reside na aceitação das limitações que a deficiência impõe, tanto para os indivíduos portadores da condição, como para os profissionais que trabalham com ele.